Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Protocolo experimental

 

Já agora porque não partilhar o nosso Protocolo experimental?

Cá está!
 
Protocolo Experimental
 
Escola EB 2/3 Prof. Dr. Carlos Alberto Ferreira de Almeida
 
PROJECTO DAPHNIA
 
Modelo Biológico para Testar os Efeitos de Drogas no ritmo cardíaco
 
Objectivos:
- Prever, testar e analisar a influência de algumas drogas (cafeína, nicotina e álcool) no ritmo cardíaco de um modelo biológico: Daphnia magna.
- Observar, em tempo real, o modo como as drogas afectam um organismo vivo.
- Promover a cultura científica.
- Fomentar estilos de vida saudáveis.
- Prevenir o consumo de substâncias psicoactivas.
 
Material: TV, Câmara, Microscópio Óptico, lâminas escavadas, papel de filtro, pipetas Pasteur, algodão, cronómetro, solução de cafeína a 0,68g/L (corresponde a 30% de uma chávena de café forte), solução de nicotina a 0,8g (corresponde a 30% de um cigarro), solução de álcool a 5,6% (corresponde a cerveja), solução de álcool a 12% (corresponde a vinho), solução de álcool a 40% (corresponde a vodka) e material biológico: Daphnia magna.
 
Procedimento:
A - Prever o que acontece ao ritmo cardíaco das dáfnias quando se adicionam as soluções, contendo drogas.
B - Colocar fios de algodão numa lâmina escavada.
C - Adicionar 2 gotas de Água do Meio.
D - Colocar uma Daphnia magna.
E - Observar a preparação através do microscópio na objectiva de menor ampliação.
F – Registar o número de batimentos cardíacos em 10 segundos.
G – Calcular o BPM (número de Batimentos Por Minuto).
H – Retirar a água da preparação com uma tira de papel de filtro e adicionar 3 gotas de uma das solução a testar.
H – Observar a preparação através do microscópio na objectiva de menor ampliação.
I – Registar o número de batimentos cardíacos em 10 segundos.
J – Calcular o BPM (número de Batimentos Por Minuto).
K – Repetir o procedimento a partir de B para cada uma das outras soluções.
 
publicado por aequipadafniense às 15:30
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 17 de Março de 2009

Aula laboratorial

                Agora o nosso trabalho é mais complexo.

Mas, tínhamos uma vantagem – o Protocolo Experimental estava feito.
Para facilitar a nossa tarefa e reduzir a margem de erro no que se refere à observação dos batimentos cardíacos, decidimos que todos deveríamos observar as mesmas dáfnias no mesmo período de tempo. Assim, foi necessário associar a televisão a uma câmara e esta ao microscópio óptico, e desta forma a imagem foi visualizada por todos. Como eram muitos os fios que tinham de ser ligados nos locais específicos, foi necessário uma boa dose de calma e paciência para que tudo estivesse a funcionar correctamente. Mas nós não tínhamos pressa, tínhamos tempo, apesar da nossa ansiedade para analisar as nossas dáfnias. Como eram? Teriam ovos? E se tivessem embriões?
Sabíamos que “os nossos bichinhos” constituíam um modelo biológico para testar o efeito de algumas drogas na frequência cardíaca, mas estivemos algumas semanas a manter a cultura, a alimentar, a retirar as carapaças, etc. Mas o que mais nos surpreendia era descobrir de um dia para o outro numerosos pontinhos novos, ou seja, mais dáfnias.
Após a montagem da preparação, com uma dáfnia em água (controlo) e alguns fios de algodão para limitar o seu movimento, colocamos a mesma na platina do microscópio e efectuamos a focagem. Lá estava ela. É muita bonita e muito perfeita, mas tem ovos… E agora? Será que após este tratamento traumático vai sobreviver? A dúvida.
Bem, tínhamos que avançar. Já tinha sido determinado quem iria marcar o tempo e todos os outros alunos iriam efectuar a contagem dos batimentos cardíacos, portanto, como se costuma dizer – mãos à obra.
Umas a seguir às outras foram montadas várias preparações – controlo e respectivas soluções. Foi grande a azáfama, mas conseguimos.
Agora teríamos apenas de registar os batimentos cardíacos na tabela, calcular a média e multiplicar por seis para obtermos a frequência cardíaca por minuto.
Mas, nesta aula já foi impossível. O tempo voou.
 

publicado por aequipadafniense às 14:28
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 12 de Março de 2009

As drogas e os seus efeitos

            As dáfnias apresentam um conjunto de características que a elegem como prioritária para a realização de testes laboratoriais, sendo utilizada como modelo biológico, por exemplo, para bioensaios, testes de toxicidade, etc.

São organismos simples, que em condições do meio controladas e adequadas se reproduzem assexuadamente, originando num curto espaço de tempo, um aumento significativo do tamanho da população. Por outro lado, com este tipo de reprodução, elimina-se a variabilidade genética, o que permite a obtenção de populações homogéneas e consequentemente a redução de factores de variabilidade.
Acrescente-se ainda que devido à sua natureza e ao seu reduzido tamanho, a manutenção das culturas requer poucos cuidados, sendo apenas necessário proceder à sua alimentação e à remoção das carapaças que vão libertando à medida que vão crescendo.
Se por um lado a Daphnia magna é uma espécie com elevada sensibilidade para uma grande variedade de agentes tóxicos, por outro lado apresenta reacções a esses mesmos agentes de forma muito semelhante ao organismo humano.
Assim foi seleccionada neste projecto para testar o efeito de algumas drogas (cafeína, nicotina, álcool) no ritmo cardíaco.
publicado por aequipadafniense às 14:39
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Reprodução

            As dáfnias são organismos que em condições do meio favoráveis e estáveis, colonizam-no num curto espaço de tempo.

No Verão, no seu habitat natural e em condições apropriadas do meio, as Dáfnias reproduzem-se assexuadamente, por partenogénese, sendo a sua população composta maioritariamente por fêmeas.
No final do Verão, com a alteração das condições do meio, como por exemplo, com a diminuição da temperatura, os ovos que se estavam a desenvolver no interior da cavidade incubadora, dão origem a dáfnias machos que possuem uma ou duas gónadas junto do ânus e que se podem transformar num órgão copulatório, ocorrendo a reprodução sexuada.
Assim, as fêmeas fecundadas vão dar agora origem a ovos de Inverno, ovos produzidos quando as condições do meio são desfavoráveis, e que podem resistir às condições mais adversas.
 Assim, se as condições do meio propiciarem a ocorrência da reprodução assexuada, as dáfnias colonizam o meio num curto espaço de tempo, aumentando consideravelmente o tamanho da população. Se as condições do meio forem adversas, terá lugar a reprodução sexuada o que irá permitir para além da perpetuação da espécie uma maior variabilidade genética.
Em laboratório, as condições do meio são controladas, verificando-se por isso a reprodução assexuada.


publicado por aequipadafniense às 15:21
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Morfologia da dáfnia

 

               As Dáfnias não possuem um corpo distintamente segmentado. Têm uma carapaça em forma de concha dobrada ao meio e aberta no ventre, isto é, têm um exoesqueleto transparente, o que possibilita a observação ao microscópio óptico da sua morfologia.

Visto que na apresentação do Projecto já tínhamos visto as dáfnias em movimento, estávamos expectantes em relação à observação em tempo real.
Assim, foi com surpresa que observamos os órgãos internos, com especial incidência para os batimentos cardíacos e mesmo para os ovos e embriões no interior da cavidade incubadora.
As dáfnias para crescerem sofrem um processo normal e semelhante à mudança de pele de alguns répteis, isto é, sofrem muda, vão perdendo o seu exoesqueleto e posteriormente formando outro.
 
Características morfológicas:
 
♦  Olho composto - resulta da fusão de dois olhos compostos diferentes, ainda em estado de embrião, e é constituído por um número variável de cristalinos envolvendo uma massa pigmentar, o que permite o movimento do olho em várias direcções.
♦  Primeiras antenas ou antenulas - localizadas na face ventral da cabeça, são constituídas por sedas sensoriais, apresentando-se mais desenvolvidas nos machos.
♦  Segundas antenas ou antenas - localizadas mais exteriormente, nos lados da cabeça, permitem o seu “pular” dentro de água.
♦  Patas torácicas - possuem cinco pares, sendo constituídas por sedas e "espinhos" sedosos que permitem a realização das trocas gasosas e a captura de alimento.
Tubo digestivo - inicia-se na boca e termina no recto e ânus.  
♦  Coração - sáculo transparente e de forma oval, situado no dorso anterior do tórax.  
 
Os machos apresentam menor dimensão relativamente às fêmeas e possuem antenas mais compridas. As fêmeas apresentam um abdómen com formato diferente com:
 
  ♦  Câmara incubadora - sáculos situados no dorso das fêmeas, onde se encontram os ovos e se desenvolvem os embriões (se forem ovos partenogénicos).
  ♦  Ovários - dispostos de cada um dos lados do tubo digestivo, na região torácica.
 

 

publicado por aequipadafniense às 14:59
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Maio 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


.posts recentes

. Referências bibliográfica...

. E para finalizar ...

. Continuando ...

. Esperem para ver!

. Conclusão

. Resultados

. Protocolo experimental

. Aula laboratorial

. As drogas e os seus efeit...

. Reprodução

.arquivos

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

blogs SAPO

.subscrever feeds